quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Quem é Harry Potter?

 Relação de amor e ódio com Harry Potter

Primeiramente, tenho que dizer que sou uma fã incontrolada e desesperada da J.K.Rowling. Não se engane, eu sou do tipo de pessoa extremamente reservada que simplesmente odeia estar sob holofotes e demonstrar sentimentos em público. Por isso, peço a Deus no mais íntimo do meu ser que eu nunca, jamais, never encontre essa escritora em minha frente porque eu sei que minha reação surpreenderia a mim mesma. É claro que também isso é um sonho um tanto inalcançável de minha parte, mas o que custa sonhar, né? 
Escrevo essa história real e pessoal com muito carinho e respeito por essa autora que me inspira tanto. Vamos à ela...
Conheci meu herói bruxinho quando contava de 12 anos, cursava a 6ª série (ou 7ºano) e “Harry Potter e a Pedra Filosofal” foi a leitura pedida pela professora de literatura para a prova bimestral. Vale lembrar que em 2000, este livro não era considerado um best-seller no Brasil. E a primeira consideração que tive foi: “Meu Deus! Essa professora está maluca!”
   As leituras bimestrais eram clássicos da literatura brasileira, ou seja, para os pré-adolescentes, o cúmulo da chatice universal. Dessa forma, quando peguei aquele livro cheio de páginas, sem nenhuma gravura, foi um tanto quanto assustador. Ainda mais, para mim, que não tinha o hábito da leitura frequente. 
Enfim, com muita má vontade (eu confesso), li o primeiro capítulo e simplesmente achei extremamente cansativo. Acho que isto era em função de estar muito desmotivada pela pela primeira impressão que o livro me causou. Dessa forma, deixei- o de molho por uns bons tempos. O dia da prova estava mais próximo e eu ainda nem havia chegado à metade.
Um dia, ( tomando uma dose de vergonha na cara) cheguei a casa e decidi colocar a leitura em dia. Pois bem, subi para o terraço de casa e me estirei ao sol com o livro aberto em meu colo.
Resumindo a história... me apaixonei por Harry Potter e todos os personagens e, claro, ao longo de cada livro esse amor intensificara.
Consegui gabaritar a prova e, obviamente, nunca este feito foi tão fácil, visto o amor que já sentia pelos personagens. Então, algum tempo depois, descobri que o livro tinha continuação e Rowling escreveria sete títulos no total. Eu surtei! Pedi para meu pai o segundo livro “Harry Potter e a Câmara Secreta” e ao término, mal podia esperar pelo lançamento do terceiro livro da série.
Bom, esses ditados são velhos, mas nem sempre a primeira impressão é a que fica (neste caso, ainda bem!) e literalmente não devemos julgar o livro pela capa (apesar da capa ser uma fofura, né?).
A série Harry Potter me fez mergulhar em um mundo de fantasia que eu mesma não sabia que existia em mim. De qualquer forma, o mundo em Hogwarts me abriu a curiosidade para descoberta de outras histórias, em novos mundos.

Hoje, sou amante incondicional e defensora da leitura, não importa do que seja. Acho que em cada livro, independentemente do assunto discorrido, nunca é dispensável. Nele cabe um mundo criativo de cada autor, há conhecimento, substância. É claro, todos nós temos um assunto de maior interesse. O leitor pode e deve ser crítico para julgar o que mais lhe apetece, no entanto, um título clássico ou mais secular, mesmo que neste haja menos conteúdo no sentido cultural, com certeza, há um conteúdo gramático rico e poderoso que nos transporta à um universo literal não corriqueiro e, às vezes, desconhecido.
Enfim, não lembro o nome da professora muito bem, acho que era Lúcia. Com certeza, não era uma das pessoas mais simpáticas e legais, mas posso dizer que foi a precursora dessa paixão pela leitura, então, à você, o meu muito obrigada também!

1 comentários:

Leilucha disse...

O blog está sensacional! E lendo esse post eu preciso agradecer a VOCÊ! hahaha Foi vc que me mostrou o HP, lembra?? Eu torcia o nariz achando que era coisa de criança... peguei o primeiro volume emprestado com você cheeeeia de desdém e... adorei! haha Tanto que terminei os 7 volumes em mais ou menos 4 meses... ;p
Beijo

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